Combustíveis compromete 30% renda dos brasileiros

Combustíveis compromete 30% renda dos brasileiros

A constatação é de especialista em Contabilidade

 

por Renato Araújo

 

No último dia 17 de junho, a Petrobrás anunciou um aumento de 5,8% no preço da gasolina e 14,26% do Diesel, o terceiro feito pela estatal só nesse ano. Esse reajuste tem atingido diretamente o orçamento dos brasileiros, diminuindo a renda e a qualidade de vida, deixando o consumidor com ainda menos dinheiro no bolso.

 

De acordo com o Romulo Benício, docente do curso de Ciências Contábeis no UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau Campina Grande, após esses aumentos sucessivos, mais de 30% do orçamento doméstico dos brasileiros está comprometida para abastecer o veículo. “Isso varia de família pra família, mas as pessoas que têm transporte próprio estão comprometendo cerca de 30% do que recebe para abastecer”, destaca.

 

Ele alerta como a política de preços da Petrobrás tem afetado os brasileiros. “A definição do preço final está vinculada à importação de boa parte do combustível consumido no país, além das oscilações do preço do dólar”, pontua. “Como atualmente o cenário mundial tem uma oferta limitada do petróleo e o preço tem variado muito, acaba sobrecarregando o valor aqui, pois a maior parte vem de fora do país”, completa.

 

O reajuste dos combustíveis também reflete no preço dos alimentos. “A comida que chega nas nossas mesas é transportada de algum lugar e esse custo é colocado no valor final. O combustível está diretamente relacionado com preço da cesta básica, pois o aumento dos reflete nos custos desses produtos no âmbito de frete. Até mesmo quem não tem carro sofre os efeitos, pois esse valor será repassado”, acrescenta.  

 

DICAS PARA ECONOMIZAR  

 

O coordenador deu dicas práticas para administrar melhor as finanças domésticas. “Como algumas cidades ainda não dispõem de uma infraestrutura para andar de bicicleta, transporte coletivo ou a pé, a pessoa pode mudar alguns hábitos, como, por exemplo, almoçar no trabalho, ao invés de ir a um restaurante. Além disso, ter um controle dos gastos mensais, cortando o que é supérfluo”, recomenda.