À medida que os acordes da sanfona, do triângulo e da zabumba do São João vão silenciando pela Paraíba, o processo eleitoral começa a ocupar cada vez mais espaço na opinião pública e nas discussões locais. No atual cenário, o noticiário político estadual passou a orbitar intensamente em torno de um fenômeno que preocupa as cúpulas partidárias: o chamado ‘voto cruzado’.
Essa prática consiste na escolha, por parte do eleitor (e muitas vezes de lideranças locais), de candidatos que integram coligações ou chapas diferentes nas disputas majoritárias, quebrando a tradicional “fidelidade” partidária.
Análise Política
Na edição desta sexta-feira da tradicional coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza, o assunto ganhou ampla repercussão. A análise traz diversos enfoques sobre como esse movimento espontâneo — e muitas vezes estratégico — ganhou força nos bastidores e acabou fugindo do controle dos partidos e dos principais prefeituráveis e candidatos do estado.
Com as bases se movimentando de forma independente, o ‘voto cruzado’ promete ser um dos fatores mais imprevisíveis e determinantes para os rumos das urnas na Paraíba neste ano.


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