O Cariri Paraibano vem se consolidando como um verdadeiro celeiro de talentos para o atletismo do estado. Uma comitiva liderada por Raony Gondim, presidente da Federação Estadual de Atletismo da Paraíba (FEA-PB), visitou recentemente a região — com destaque para as cidades de Boqueirão e São Domingos do Cariri — com o objetivo de estreitar laços com as gestões municipais, impulsionar políticas de descentralização do esporte e estruturar locais de treino.
A estratégia da Federação foca explicitamente em desviar o olhar exclusivo das grandes metrópoles para buscar joias escondidas no interior. Atualmente, a região já conta com cerca de seis ou sete atletas convocados para a Seleção Paraibana Sub-18, competindo em nível nacional. No entanto, o maior obstáculo para a consagração definitiva da modalidade no Cariri continua sendo a falta de infraestrutura física, já que os atletas treinam em locais improvisados e caixas de areia adaptadas. A pista oficial mais próxima fica em Campina Grande, gerando um desgaste logístico considerável.
Abaixo, os principais envolvidos na engrenagem do atletismo local projetam o crescimento do esporte e relatam a realidade da modalidade:
A Visão dos Protagonistas

Raony Gondim (Presidente da Federação Estadual de Atletismo): “O Cariri tem um corpo humano muito forte, a genética daqui é muito boa. A nossa vertente é justamente o contrário: a gente quer atingir menores cidades, porque é nessas cidades que estão as maiores pérolas, pois hoje os nossos melhores atletas são do interior.”
Joelson do Moita” (Secretário de Esportes de Boqueirão): “Mensalmente aqui nós temos dois veículos e dois ônibus para os atletas corredores de rua irem para outras cidades, e o prefeito tem esse compromisso na questão do atletismo.”

Professor Hugo Silva (Incentivador e Treinador local): “No momento, a melhoria principal que a gente está em busca, é um local, um terreno que a gente possa ter pelo menos uma pista de atletismo improvisada. No nosso Cariri não temos nenhuma pista de atletismo.”

Lucas Gabriel (Atleta federado da região): “O desafio maior hoje em dia é visar que muitas cidades têm olho só para o futsal e futebol, e deixam de fora o atletismo. A gente sabe muito bem que aqui é uma mina de ouro. A gente tem o minerador, mas não tem o material necessário pra gente ir atrás desse ouro.”



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